
Eu não sou dessas pessoas que ficam o dia inteiro vendo vídeos no youtube, sempre procurando alguma coisa engraçada para mostrar mais tarde aos amigos. Sou extremamente pontual, quando quero ver um vídeo vou direto ao ponto, portanto estou sempre por fora em relação aos vídeos que bombam na rede. Não foi diferente desta vez, após ler muito sobre uma certa cantora escocesa que deixou tanta gente emocionada eu tive de ir conferir eu mesma o tal vídeo.
A verdade é que quem me convenceu foi o colunista da Folha de S. Paulo Contardo Calligaris que hoje escreveu sobre Susan Boyle. Talvez tenha sido o jeito como ele descreveu a primeira impressão que possivelmente todos tiveram ao olhar para aquela mulher que buscava seu sonho de ser cantora profissional:
“…quase 48 anos, solteirona, desempregada, vestida (disse um amigo estilista) como a Rainha Elizabeth se ela fosse pobre, “gordinha” e “feinha”. Os diminutivos indicam que sua aparência não era extraordinária nem negativamente: aquela figura papel de parede, de quem ninguém se lembra se ela estava na festa ou não. [...] respondendo às perguntas de Simon Cowell ela pareceu quase tola e um tanto vulgar, balançando os quadris para dar mostra de sua juventude de espírito. Quando Susan Boyle anunciou que seu sonho era ser cantora como Eleine Page ( a inesquecível Grizabella de “Cats”, em Londres, em 1981), o juri e a platéia não esconderam seu desdém.”
Me identifiquei com a chacota da descrição, por isso obviamente houve uma simpatia instantânia minha em relação a Susan, também porque soube que ela cantou uma música de um musical e cá entre nós é o que eu adoraria fazer da vida. Corri para ver o vídeo dela e fiquei pensando que se eu que já acreditava em Susan fiquei surpresa, fiquei extremamente emocionada ao ver como ela conseguiu tornar os céticos em crentes. Alguns podem dizer que há quem cante melhor, pode ser, mas a representação dela veio da alma. É brega eu sei, mas o que dizer quando algo realmente nos emociona?
Contardo ainda diz em sua coluna que pensou em mudar de assunto tendo em vista que um colega da Folha mesmo já havia falado de Susan Boyle, mas ele entendeu que pessoas gostaram dela por motivos diferentes. Enquanto Coutinho (colunista da Folha) achou que ela teve muita sorte eu concordei com Contardo, porque o que realmente me emocionou foi ver que apesar dos caminhos tortuosos da vida ela não se deixou intimidar por uma platéia cheia de jovens que provavelmente nunca nem tinham ouvido falar em Elaine Page. Ela foi corajosa e nunca desistiu de seu sonho. Muito merecido o sucesso que está fazendo agora. BRAVO!!!
Sim, essa situação foi memorável: primeiro, todos segurando o riso; depois, as lágrimas.
E você viu os outros dois sucessos inesperados do programa?
Paul Potts, da primeira temporada, eu acho:
http://www.youtube.com/watch?v=1k08yxu57NA
E a pequena Connie Talbot, de seis anos:
http://www.youtube.com/watch?v=QWNoiVrJDsE
Desculpe, caso seja old news…
Claro que não é old news para mim, como você pode ler no texto eu nunca fico sabendo dessas coisas até eu não puder mais ignorar. Até a notícia da Susan para mim foi nova, mas ai hoje à tarde quando eu toda cerelepe fui falar para a Nanda ver o meu post ela me disse daquele jeito que você conhece e disse que já tinha visto no fim de semana. Old news para ela…