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Nova tentativa da Tv brasileira tenta emular o sucesso da franquia The Voice no Brasil. O novo reality será transmitido pela Globo. No original o programa quebra uma tradição onde candidatos menos competentes passam de fase porque são bonitos. Neste programa as audições acontecem com os jurados virados de costas para o candidato. Obviamente que um programa chamado “The Voice” vai focar na voz e não no estilo pessoal ou aparência física de alguém, sim, mas isso só na Inglaterra.

Fiquei sabendo sobre o programa e fui direto ao site e minha decepção foi enorme. Lá estava o famoso Boninho, o caça-talento de gostosonas para o BBB, disvirtuando o conceito do programa para dizer que ele está a procura de um talento pronto. Bem, quem não está? Ele simplesmente validou minha tese de que para fazer sucesso no Brasil é preciso ter dinheiro para forçar alguém ao público ou essa pessoa precisa já gozar de um sucesso um tanto grande para poder assinar com uma gravadora. Ninguém no Brasil quer perder tempo com talentos brutos, todo mundo quer o diamante lapidado.

Nos Estados Unidos, lançar artistas é um negócio que gera milhões. Eles estão sempre atrás de “The next big thing”. Eles sabem que independente do gênero música é um espetáculo e para isso praticamente todos os artistas precisam estar de acordo com o palco. Eles são grandes porque eles foram montados para serem grandes. Aqui somos vozes miúdas que soam sempre iguais. Não temos produtores visionários, temos uma quase monarquia, onde o sucesso vai passando de geração em geração.

Lá fora, os artistas convidados não são só jurados, mas também levam o título de treinadores, se as pessoas estão prontas então por que elas precisariam de treinadores? No video com a entrevista do Boninho para o Video Show, ele diz que como no programa americano o diferencial será que só haverá candidatos bons. Não sei se ele viu a mesma versão que eu, mas muita gente não estava pronta na versão americana, se ele ficou impressionado devo dizer isso é normal lá, vozes grandes porque cresceram ouvindo divas autais como Christina Aguilera e Adele, mas pertencem a um país que lançou Nina Simone, Billie Holliday e Ella Fitzgerald. Enquanto aqui continuamos com vozes pequenas, afinadas, mas pequenas.

Vou enviar meu video, mas tenho certeza que não passarei, canto até que bem, mas não sou uma das bonitonas do Boninho e  minha voz precisa de treino. Achei que o The Voice Brasil fosse para mim, mas da mesma forma que eles procuram alguém pronto eu procuro alguém para me deixar pronta. Acho que eles estão no Zig e eu no Zag.

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Quem és tu?

Alice meets the Caterpillar by Roland Macdonald

"Alice meets the Caterpillar" de Roland Macdonald

A lagarta, esfumaçada, me perguntou ‘Quem és tu?’ disse ela com veemência. Eu poderia respondê-la começando por meu nome, adicionando minha idade, talvez o local do meu nascimento, mas de alguma forma ela não parece estar interessada na minha carteira de identidade.
‘Quem és tu?’ ressoa novamente da fumaça. Penso em lhe contar sobre meu passado, coisas que vivi, pessoas que conheci, mas sua figura emana impaciência.
‘Quem és tu?’ me lançando um olhar desafiador. Ensaio minhas palavras. Devo lhe falar sobre meu trabalho? Minha educação acadêmica? Minhas conquistas? Ela me ignora, ela parece saber tudo sobre isso e então me pergunta ‘Quem és tu?’. Tento lhe dizer o que penso, o que sinto, mas sua indiferença me deixa atordoada. Solitária, perdida em uma coberta de uma fumaça densa. ‘Quem és tu?’ ecoa em meus ouvidos e minha alma treme. Penso em meus sonhos, meus desejos, minhas esperanças…
Como as badaladas de um relógio a lagarda não cansa de perguntar ‘Quem és tu?’.
Não tenho passado, não tenho futuro, não tenho talento, não tenho riquezas, não tenho beleza, não tenho certezas… E com um abismo na garganta respondo a essa charada ‘Não sou alguém’.
A cortina de fumaça se dissipa com um assobro e a lagarta baixando a piteira de sua boca consente ‘Agora você ve’.

Mood Highlights

And now I’m all alone again, no where to go no one to turn to

I did not want you money sir, I came out here cause I was told ,

And now the night is near, and I can live inside my head.

But when the night is over

The trees are bare and everywhere the streets are full of strangers

But every day I’m learning

A world that’s full of happiness that I have never known!

I had a dream my life would be so different from this hell I’m living

So different now from what it seemed

Now life has killed the dream I dreamed.

Eu não sou dessas pessoas que ficam o dia inteiro vendo vídeos no youtube, sempre procurando alguma coisa engraçada para mostrar mais tarde aos amigos. Sou extremamente pontual, quando quero ver um vídeo vou direto ao ponto, portanto estou sempre por fora em relação aos vídeos que bombam na rede. Não foi diferente desta vez, após ler muito sobre uma certa cantora escocesa que deixou tanta gente emocionada eu tive de ir conferir eu mesma o tal vídeo.

A verdade é que quem me convenceu foi o colunista da Folha de S. Paulo Contardo Calligaris que hoje escreveu sobre Susan Boyle. Talvez tenha sido o jeito como ele descreveu a primeira impressão que possivelmente todos tiveram ao olhar para aquela mulher que buscava seu sonho de ser cantora profissional:

“…quase  48 anos, solteirona, desempregada, vestida (disse um amigo estilista) como a Rainha Elizabeth se ela fosse pobre, “gordinha” e “feinha”. Os diminutivos indicam que sua aparência não era extraordinária nem negativamente: aquela figura papel de parede, de quem ninguém se lembra se ela estava na festa ou não. […] respondendo às perguntas de Simon Cowell ela pareceu quase tola e um tanto vulgar, balançando os quadris para dar mostra de sua juventude de espírito. Quando Susan Boyle anunciou que seu sonho era ser cantora como Eleine Page ( a inesquecível Grizabella de “Cats”, em Londres, em 1981), o juri e a platéia não esconderam seu desdém.”

Me identifiquei com a chacota da descrição, por isso obviamente houve uma simpatia instantânia minha em relação a Susan, também porque soube que ela cantou uma música de um musical e cá entre nós é o que eu adoraria fazer da vida. Corri para ver o vídeo dela e fiquei pensando que se eu que já acreditava em Susan fiquei surpresa, fiquei extremamente emocionada ao ver como ela conseguiu tornar os céticos em crentes. Alguns podem dizer que há quem cante melhor, pode ser, mas a representação dela veio da alma. É brega eu sei, mas o que dizer quando algo realmente nos emociona?

Contardo ainda diz em sua coluna que pensou em mudar de assunto tendo em vista que um colega da Folha mesmo já havia falado de Susan Boyle, mas ele entendeu que pessoas gostaram dela por motivos diferentes. Enquanto Coutinho (colunista da Folha) achou que ela teve muita sorte eu concordei com Contardo, porque o que realmente me emocionou foi ver que apesar dos caminhos tortuosos da vida ela não se deixou intimidar por uma platéia cheia de jovens que provavelmente nunca nem tinham ouvido falar em Elaine Page. Ela foi corajosa e nunca desistiu de seu sonho. Muito merecido o sucesso que está fazendo agora. BRAVO!!!

http://www.youtube.com/watch?v=luRmM1J1sfg&feature=related

O amor é uma coisa tão linda e cósmica que  paçavras realmente não são necessárias apenas muita música e a pessoa amada.  Há muitas formas de amar alguém , a minha favorita é aquela em que logo de cara já se sabe que a pessoa será parte fundamental da sua vida. 

Hoje foi o dia do meu desaniversário e como a outra Tibby não havia me comprado um presente, então ela decidiu depois de muita análise de fofura, possíveis coisas fétidas para se fazer com o presente e minha conexão imediata com a coisa em si, me dar de presente uma nova amiginha para dormir comigo e para ser companheira da Xepa.

É bem verdade que há milhões dela por ai, tal quais as rosas de um jardim, mas como o Pequeno Príncipe descobre tudo é igual até que para você algo se torne especial. Meu presente me cativou e fico mais feliz por ter sido obra da outra Tibby. Eis agora que apresento ao mundo nossa mais nova amiguinha… Com vocês EVAAAAAAAAAAA!

Esses dias estava me sentindo uma fracassada porque tinha tanta coisa que queria ler ou terminar de ler e tão pouco tempo para fazer tudo.
Depois de muito tempo fui perceber que no meu ipod existe uma categoria a parte reservada para audiobooks aí me bateu a idéia, baixei uns livros do Douglas Adams para ler, quer dizer ouvir enquanto eu estou no transito ou muito ocupada com coisas que não gostaria de estar fazendo. É demais em relação á falta de tempo, mas gostei tanto do que estou ouvindo que sento uma melancolia por não ter o livro real em mão…

É engraçado ter alma de velha e falta de tempo de gente nova… Por falar nisso o livro em questão é The Salmon of Doubt, ele é uma coleção de entrevistas, discursos, textos de Douglas Adams alem de trechos do que viria a ser o livro de fato já que antes de terminar o título em questão esse gênio veio a falecer de um ataque cardíaco. É bem triste quando pessoas incríveis e brilhantes terminam, ainda bem que a genialidade em si é eterna. Vivas para Doug!